Saturday, September 20, 2008

O mal-estar dos "progressistas" by Reinaldo Azevedo


O mal-estar dos "progressistas"

"É preciso que não se faça do laicismo e do "progressismo" uma
nova religião. Nas democracias, não existe "o" Salvador: nem
o que vem em nome de Deus nem o que vem em nome das Luzes"

A exemplo de todo mundo e do mundo todo, considero Barack Obama o favorito nas eleições presidenciais americanas – desconfio que até o republicano John McCain pense o mesmo. Com o tsunami que colheu a economia, a todos parece impensável, e a mim também, que o democrata perca a disputa. Até o dia em que escrevo este artigo, as pesquisas indicam, no entanto, um empate técnico entre ambos. Na contagem dos delegados, dada a tendência dos estados, McCain leva ligeira vantagem. O chamado "pensamento progressista" tem reagido de modo um tanto estranho aos fatos – especialmente depois da indicação de Sarah Palin para vice na chapa republicana.

O mal-estar dos "progressistas" com o persistente McCain chega a relativizar o valor da própria democracia – que só provará a sua força se Obama vencer. As virtudes e fraquezas dos postulantes deixam de ser debatidas na terra. O confronto é transferido para uma esfera abstrata, que o poeta Bruno Tolentino (1940-2007) chamava de "o mundo como idéia" – título de um formidável livro seu. Nesse lugar-nenhum, dá-se, então, o choque entre o velho e o novo, a mudança e a reação, os modernos e os reacionários. Como um dos lados da disputa advoga uma natural e intrínseca superioridade moral, resta evidente que uma eventual vitória de McCain poria em dúvida as virtudes do próprio sistema.

Há dias, um articulista do jornal inglês The Guardianescreveu que, por enquanto, considera injusto o antiamericanismo presente em boa parte do mundo. Mas, alertou, se Obama não for eleito, ele começará a achar que o ódio faz sentido. E aqui lhes deixo uma dica do que eu chamaria "modo de ler": percebam como o candidato democrata, com alguma freqüência, é apresentado como a chance que os americanos têm de se redimir perante a história, de se desculpar por todos os seus malfeitos, de fazer um ato de contrição. Bem, eu não creio que eles devam desculpas a ninguém.

Esse "mundo como idéia" pode, eventualmente, recorrer à trapaça e mesmo à mentira em nome do futuro. No dia 11 de setembro, Sarah concedeu uma entrevista a Charlie Gibson, da ABC News (disponível no site abcnews.go.com), e foi indagada sobre o que poderia acontecer se a Geórgia, uma vez integrante da Otan – aliança militar integrada por países ocidentais, liderados pelos EUA –, sofresse um ataque da Rússia. Gibson fez uma pergunta indutiva: "A gente não teria de partir para a guerra?". E Sarah respondeu o óbvio: um tratado supõe a proteção mútua dos países que o integram. Noto: ela já havia dispensado generosas palavras de paz à Rússia, que chamou de "vizinho de porta" – afinal, ela governa o Alasca. Inútil. Foi tratada como uma cretina beligerante, para quem uma guerra com os russos é uma trivialidade – além de ser favorável à exploração do petróleo e contra o aborto...

Jamais se deve duvidar da fé de Obama, a menos que o sujeito seja um porco reacionário e fundamentalista. Mas a de Sarah pode ser objeto de chicanas e chacotas as mais diversas. A sua firme posição contrária ao aborto – e convenham que boa parte da América está com ela – é apresentada como uma das mais claras evidências de seu atraso mental, suposta manifestação de um país que nega as conquistas do mundo contemporâneo. Na entrevista a que me referi, foi indagada: "Acredita que os EUA estão numa guerra santa?". A resposta foi boa. Ela citou o presidente Lincoln (1809-1865), um republicano: "Não devemos rezar para Deus estar ao nosso lado numa guerra ou em outra hora qualquer; devemos é rezar para estar ao lado de Deus". Mais: "Eu acredito que a luta contra o terrorismo islâmico é o lado certo (...). Eu odeio a guerra, e, hoje, Charlie, é o dia em que envio meu filho mais velho (...), com outros 4 000 mulheres e homens americanos admiráveis, para lutar pelo nosso país, pela democracia e por nossas liberdades". Sarah não é boba. E isso pode ser muito irritante.
Ed Andrieski/AP

Obama, o "berlinense"
Embora tudo esteja a seu favor, por que o democrata não dispara nas pesquisas?

Obama é o favorito. Todos os analistas estão certos. Raramente as condições objetivas, para lembrar um fraseado antigo da teoria política, concorreram tanto a favor de um nome. Bush é o presidente mais impopular da história; os americanos rejeitam a guerra do Iraque; e já se sabe que a crise econômica está longe do fim – culpar a Casa Branca por ela requer certa torção da realidade, mas não importa. Governos arcam com o peso das crises e são beneficiados por ciclos virtuo-sos. Embora tudo esteja a seu favor, por que Obama não dispara nas intenções de voto? Vim respondendo a essa questão ao longo do texto.

No dia 7 de janeiro deste ano, escrevi no meu blog um pequeno artigo em que indagava: "Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco para enfrentá-los?". Em tempos em que as pessoas preferem parecer justas a ser inteligentes, fui alvo de uma saraivada: "Machista!". "Racista!". "Machista e racista!".

Eu apenas tomava o par "homem branco" como "um apelo simbólico à tradição, à conservação de um modelo que, inegavelmente, deu certo e fez a maior, mais importante e mais rica democracia do mundo; que venceu, por exemplo, o embate civilizatório com o comunismo". É evidente que esse sistema só demonstra mais virtudes à medida que se deixa renovar. Mas essa evidência não respondia à minha curiosidade: "Quem encarna, no Partido Democrata, o elogio da tradição, da conservação?". A que chegava mais perto era Hillary Clinton. E foi fuzilada justamente por isso.
Robyn Beck/AFP/Getty Images

Republicanos persistentes
Sarah Palin não é boba, apesar de quererem pintá-la como tal, e McCain leva ligeira vantagem no número de delegados

A famosa frase "É a economia, idiota", com que um assessor de Bill Clinton definiu a estratégia para vencer George Bush, o pai, brutalizou um tanto a percepção política. Ela é verdadeira apenas quando não falha... Além das condições objetivas de um país, há as subjetivas, plasmadas em valores, em memórias histórica e afetiva, nas crenças, nas religiões. Elas dizem respeito ao "homem moral", não ao "homem econômico". A militância e o pensamento engajado quase nunca representam a média das opiniões – o corriqueiro é que haja um divórcio entre essas duas instâncias. A média das opiniões, aliás, pode ser visualizada no excelente site Real Clear Politics (www.realclearpolitics.com), que mantém atualizado um mapa com a situação eleitoral nos estados americanos: neles se elegem os delegados que escolherão o presidente.

Por enquanto, Obama lidera nos extremos "progressistas" do país, literalmente nas margens dos Estados Unidos. McCain está com o "meião". Se fosse para fazer literatura, diria que o democrata tem a parcela que olha para fora, e McCain, a que olha para dentro; Obama fica com a que quer ser influente em Berlim; McCain, com aquela cujas mães levam os filhos para o jogo de hóquei. Obama pode estar de frente para o mundo, onde transitam os personagens retratados pelo artista pop Andy Warhol (1928-1987), mas também de costas para as vastas dimensões que aparecem nos quadros de Edward Hopper (1882-1967). McCain tem resistido ao furacão Obama, a despeito de tantas crises, porque, nessa parte do país que alguns pretendem caracterizar como reacionária e racista, estão algumas das melhores virtudes da América. E isso inclui, ainda que pareça espantoso, a sua fé, de que Sarah passou a ser um símbolo – que resiste, por enquanto, até à quebradeira na economia.

O governo dos EUA, a exemplo de todos os países democráticos, é laico, não se deixa orientar oficialmente pela religião. E isso é bom. Mas é preciso que não se faça do laicismo e do "progressismo" uma nova religião, também ela com vocação missionária, eventualmente messiânica. Nas democracias, não existe "o" Salvador: nem o que vem em nome de Deus nem o que vem em nome das Luzes

The $1 Trillion Solution: Will It Work? by: Michael Mandel



The numbers have gone so high that they’ve become inconceivable. Now Paulson and Bernanke are proposing a government fund or funds to buy up failed securities and prop up the financial system. The size of the bail-out funds: Roughly $1 trillion, give or take a few hundred billion.

There’s going to be a lot of debate about the details of the funds. But here are the two real questions: Will this plan work? And will it avoid a deep recession? The short answers: Yes it will work, and no, a deep global recession is inevitable.

Here’s why. The root of the problem is that American consumers overspent and overborrowed by roughly $3 trillion over the past ten years (I’ve written about this multiple times, notably here, here, and here). We can argue to the cows come home about how this happened. Probably the blame is shared among greedy financial institutions, weak regulators, and profligate consumers (after all, nobody made Americans spend).

The subprime crisis started people realizing that part of this excess debt wasn’t going to be repaid. In fact, this $3 trillion in debt overhang is all going to have to be dealt with, in one way or another.


baddebt.jpg


The first step in the process: The global financial institutions holding the debt started taking losses. At first they were small amounts, and then they got bigger and bigger. I haven’t seen a recent number on the total size of the write-offs in the financial sector globally, but call it $1 trillion. Eventually the financial sector couldn’t handle any more, and the collapses started.

So that left $2 trillion in potential losses. In steps Bernanke and Paulson. At first they shoveled in $20 or $30 billion at a time for Bear Stearns. Then it was $80-100 billion for AIG. Now they are upping the ante to $1 trillion or so in the new funds.

So the second step in the process: The government takes $1 trillion worth of debt onto its own books. Where does the money come from? Borrowing from overseas, of course. More about that later

But that still leaves $1 trillion in excess debt. And in the end, that will be paid back by American consumers, as they tighten their belts and cut back on spending. Or more likely, if cutbacks are inflicted on them by tighter lending standards and lost jobs. The consumer crunch is here.

The depth of the recession will depend on how fast consumer have to cut back. That $1 trillion is worth roughly 7% or so of GDP. If those cutbacks are taken all at once, that’s a very short and deep recession. If they are spread out over several years, that leads to a shallower but still nasty downturn.

The real joker in that deck is the source of the $1 trillion in government funds. The U.S. government can’t raise it by taxes, so instead will have to borrow it from overseas. In effect, foreign investors will get a chance to make a bet on the future of the whole U.S. economy.

I think the rest of the world will be willing to invest in the funds, if only for their own self-preservation. Far better to invest in the economy as a whole, rather than individual financial companies. But the global economy is not out of the woods yet.

Wednesday, September 17, 2008

Crisis As Bad As Great Depression Or Worse?


Nobel-prize winner and former chief economist of the World Bank, Joseph Stiglitz has warned that the current financial crisis will continue for at least another eighteen months and in many ways represents a worse situation than the one faced by Americans during the Great Depression of the 1930s.

“This is clearly the most serious problem since the Great Depression and in some ways worse in terms of the financial institutions.” Stiglitz commented, referring to the fact that lenders are unwilling to take risks to finance each other because they no longer have complete access to their own undertakings let alone those of other institutions.

MP: The chart above shows average annual bank failures by decade back to the 1930s, illustrating a few points:

1. Put in context, the S&L crisis of the 1980s and early 1990s was relatively mild compared to the banking crisis of the 1930s, in terms of average bank failures per year.

2. The banking crisis of the 1930s was so severe that more banks failed (4,000) in a single year (1933) than the sum total of all bank failures in the period since 1934 (3,566).

3. Most of the bank failures in the 1930s were in 1930-1933 period, when bank failures averaged almost 2,300 annually. Once FDIC was put in place, the average number of bank failures dropped to about 50 per year.

4. Unless it gets a lot, lot worse, any comparison of today's financial crisis to the 1930s seems like quite an exaggeration.

Tuesday, September 16, 2008

Crise financeira e excessos by Ilan Goldfajn




Diz a máxima que, "quando se está vendo a luz no fim do túnel, é melhor certificar-se de que não é um trem na direção contrária". Pois é, a despeito de todo o esforço - diversos estímulos de liquidez, monetários e fiscais -, a crise financeira internacional avança desde julho do ano passado. Esta semana, um dos maiores bancos americanos, Lehman Brothers, declarou falência e outro, Merrill Lynch, teve de ser vendido. Na semana passada, Fannie Mae e Freddie Mac, duas grandes agências de financiamento hipotecário, foram resgatadas pelo governo americano. Este ano já tivemos o resgate do Bear Stearns. Alguns comparam a crise atual com a de 1930. Pode ser ainda exagero. Mas o período é certamente excepcional no sistema financeiro internacional. Quais são as lições da crise?

Ainda é cedo para reflexões completas sobre as lições da crise. Os custos da crise não devem ser cobrados das decisões contemporâneas (por exemplo, salvar ou deixar quebrar), mas das do passado. Faltaram serenidade e limites em várias dimensões nos últimos anos. Os investidores minimizaram o risco das suas aplicações, as agências de classificação corroboraram a idéia de que havia pouco com que se preocupar, os bancos estimularam os excessos vendendo ativos ruins em novas embalagens e novos veículos, os reguladores deixaram esses novos veículos não fazerem parte do balanço dos bancos (e, portanto, requereram menos capital do que o desejado) e os bancos centrais estimularam os excessos com juros baixos por tempo prolongado.

No caso dos EUA (e na Europa também), as lições desta crise servirão para evitar uma próxima, pelo menos nos moldes da atual. Os reguladores deveriam atuar de forma contracíclica, exigindo mais prudência (leia-se capital, provisionamento, etc.) nos momentos de bonança. E nem pensar em deixar veículos de investimento fora dos balanços e da exigência de capital. As agências de classificação poderiam ter menos relevância para a decisão de crédito e avaliação de risco por parte dos bancos. Os bancos centrais também atuariam na contramão dos excessos, elevando os juros quando surgirem o que parecem ser bolhas, ou seja, excessos nos mercados de ativos. Os bancos, por sua vez, deveriam reforçar suas áreas de risco, de alguma forma tornando-as menos suscetíveis a pressões das áreas de investimentos e negócios e os seus modelos menos permeáveis a percepções otimistas quanto aos preços futuros (no auge da euforia, os modelos assumiam riscos de quedas menores).

Enfim, todos os envolvidos têm de colocar limites de velocidade automáticos para funcionarem no próximo ciclo de prosperidade e otimismo.

No Brasil, o momento deveria ser de reflexão. Até quando vai a crise? Qual é o melhor curso de ação?

Alguns analistas estão-se debruçando sobre essas questões. Mas outros - inclusive alguns ministros e ex-ministros, estimulados pelo clima na comemoração dos 200 anos do Ministério da Fazenda - rapidamente preferiram entrar em embates ideológicos ultrapassados. Os resgates nos EUA supostamente teriam demonstrado que o "neoliberalismo" (inimigo de fantoche favorito) e até o capitalismo estariam "enterrados". Afinal, os resgates promovidos pelo governo americano teriam mostrado a necessidade da intervenção do Estado. Fica a dúvida se já esta semana o "neoliberalismo" voltou a renascer, ao deixarem o Lehman Brothers falir. De qualquer forma, a crítica ideológica dirige-se a um "fantoche": a idéia de que o mercado (e, em última instância, o capitalismo) prescinde de regras, regulação e instituições fortes.

Em minha opinião, os erros que esta crise revela são anteriores às decisões de resgatar ou deixar falir instituições financeiras. Não há alternativa boa hoje. São os exageros cometidos no período de prosperidade - quando do boom da bolsa, do mercado imobiliário e outros ativos - que estão repercutindo hoje.

Seria triste se as lições tupiniquins sobre a crise se resumissem à visão equivocada sobre a necessidade de maior intervenção do Estado brasileiro na economia - leiam-se maiores gastos, contratações, etc. -, para além da que os 40% do produto interno bruto (PIB) em arrecadação tributária já hoje permitem.

A lição verdadeira é despender esforços para identificar e atuar sobre os excessos que ocorrem nos momentos de bonança. Nesse sentido podemos dizer que, se há excessos na economia brasileira, eles deveriam ser, hoje, combatidos de forma a manter a economia crescendo de maneira sustentada e evitar problemas futuros.

Numa dimensão, essa lição já vem sendo adotada. O Banco Central do Brasil (BC), já faz vários meses, identificou no contexto atual um crescimento da demanda (consumo, gastos do governo, investimento) que vai além da capacidade de suprimento da economia, o que coloca riscos inflacionários no sistema. Para combater esse excesso na economia o BC tem subido os juros de forma a promover uma desaceleração na economia (ainda não aparente). Em outras dimensões, os excessos ainda correm soltos. Os gastos do governo crescem a taxas que não são sustentáveis e que não serão facilmente reversíveis em momentos de dificuldade, em especial as contratações e os aumentos salariais concedidos ao funcionalismo. Outros exemplos existem. O crédito no Brasil cresceu 30% nos últimos 12 meses.

Em suma, a crise financeira internacional ainda não encontrou seu fim. As lições da crise mostram que é imperioso atuar nos momentos de bonança. Ideologias à parte, é imperioso questionar se estamos fazendo o suficiente para combater os excessos atuais. No Brasil, como foi no exterior, os custos dos excessos só poderão ser medidos e julgados quando o ciclo mudar, certamente não quando a economia cresce 6% e a popularidade está em alta.

Sunday, September 14, 2008

A bubble is an economic disequilibrium



By definition, a bubble is an economic disequilibrium caused by the excessive creation of money in relation to the intrinsic value of the asset class to which the money is drawn. In long-run equilibrium, therefore, the money stock (and therefore asset prices) must return to their productively useful value in relation to the size of economic output, or the general price level must rise to restore the fundamental relationships between the marginal utilities of goods and their prices: Mises 101.

The American Empire is Another Bubble by Don A. Rich

The American Empire is Another Bubble
Daily Article by Don A. Rich | Posted on 9/12/2008


If Ludwig von Mises were to peruse today's newspapers, he would recognize the symptoms of a worldwide central-bank-generated credit bubble and its oncoming collapse.

What increasingly characterizes the global financial order, Mises would say, is an arrangement where regulators encourage a "heads I win, tails everyone else loses" mentality, backstopped by the willingness of quasi-governmental entities to print and borrow money without bound.

A gentle man by all accounts, Mises would resist the temptation to say, "I told you so," and focus on how to avoid a full-blown global economic and political catastrophe.

The announcement by the FDIC that it might have to "temporarily" borrow money from the Treasury, i.e., the taxpayers, is the latest squawking canary that the dollar-centric global-fiat-money and regulatory era in place since WWII is approaching a final ugly dénouement.

The FDIC now fails to meet its required statutory minimum of 1.15% of capital per insured dollar in deposits due to the ongoing mortgage and credit market carnage; hence the hint for the life preserver thrown out by the FDIC to the Treasury Department the last week of August 2008.

The FDIC, like Fannie and Freddie, says, "Of course we will pay this loan back when everything returns to normal." The accounting "profession" and "civil servants" at the CBO et al. are likely to give their seal of approval to an FDIC bailout with the assurance that "all is well" in the short run. In fact, the bailouts of Fannie, Freddie, and the FDIC in the long run by themselves are likely to be as effective as the Niedermeyer character from the movie Animal House was in attempting to stop the John Belushi–triggered stampeding crowd at the end, pitifully screaming, "Remain calm, all is well."


Mark Metcalf as Neidermeyer
in Animal House (1978)
As in the case of Fannie and Freddie, the FDIC promise to repay the taxpayers when things return to normal is worthless, because there was nothing normal about the real estate and associated credit bubble in the first place. The FDIC, Fannie and Freddie will assure everyone that "the public will receive its money back when the assets of failed banks, etc. … are sold." That is unhelpful nonsense.

By definition, a bubble is an economic disequilibrium caused by the excessive creation of money in relation to the intrinsic value of the asset class to which the money is drawn. In long-run equilibrium, therefore, the money stock (and therefore asset prices) must return to their productively useful value in relation to the size of economic output, or the general price level must rise to restore the fundamental relationships between the marginal utilities of goods and their prices: Mises 101.

In other words, in the case of the fallout from the real-estate and associated credit bubbles, either housing and bond prices must fall dramatically, or there must be a dramatic increase in inflation, or a (convex if you will) combination of the two. This is not rocket science, whatever the sophists of the political class would have us believe.

Without wishing to cause a panic, the situation is actually significantly worse than the mere bailout of Fannie, Freddie, and the FDIC would suggest, once one places the bailouts in their proper historical and political contexts.

For the last sixty years, the United States has provided military protection for the European and Asian capitalist powers, all possessing economies governed by regulatory apparatuses analogous in character to the apparatuses of the American postwar New Deal. These apparatuses, especially when coupled to fiat money, have in common the fundamental flaw that they create economic instability via moral hazard.

This provision of American military protection has been supported by the imperial tribute of the acceptance of paper dollars — dollars at first theoretically backed by gold. Of course, this charade, described by Robert Triffin in 1960, ended in 1971 with the collapse of the Breton Woods system, exposing holders of dollars to massive losses and causing the Great Inflation of the 1970s.

Through the 1970s and 1980s, the United States did not abandon the course of empire, or statist regulation, but instead expanded, especially the imperial side of the interventionist mentality and especially in the wake of the collapse of the Soviet Union. Whatever the deregulation of other sectors of the economy, the financial sector — due to its role in imperial finance — retained its peculiar regulatory privilege through its ability to generate unlimited losses at taxpayer or dollar-holder expense.

This expanded American empire was, for a time, bizarrely aided by the People's Republic of China as part of an industrialization policy in which the Chinese sterilized the purchase of dollars by massive domestic security sales to soak up excess liquidity. This is a strategy that is rapidly running out of steam and has created a dangerous inflation in Chinese real-estate and stock prices that is unlikely to end well.

Japan, capitalist-oriented East Asian and to a lesser degree Western central banks, the oil states, and Russia (yes, Russia) also purchased huge quantities of dollar-denominated assets from the 1990s onwards, with the effect of subsidizing the Pax Americana — probably because alternative security arrangements seemed more expensive.

Alas, that willingness to subsidize the United States would seem to be rapidly waning. Russia's recent assertiveness is a hint of things to come, as more and more foreigners are taking a hard look at their subsidization of an America living beyond its means. The stocktaking economic signal globally is the increasingly punishing foreign-credit-related losses caused by the Fed's last imperial bubble, a credit bubble that has infected the entire planet.

It was fun for the United States in the short and medium run, since, at least in the 1980s, the United States got to have its imperial cake and shopping-mart icing too. The United States thereby avoided having to deal with the fundamental disequilibrium between both the federal government's promised expenses versus expected revenues, as well as the associated disequilibrium between American living standards and economic productivity.

That era is coming to a close, with the increasing amplitude in the financial oscillations of the world economy at lower frequencies, demonstrating systemic instability dating, at the latest, to the Asian financial crisis of 1998.

In response to that crisis and to concerns over Y2K, and with especially intense initiation at the time of the LTCM fiasco (an event itself of course made possible by the intrinsic moral hazard of Greenspan and the postwar regulatory mentality), the Fed lowered rates, thereby pushing the tech-stock bubble into a final frenzy. Raising rates in 1999 to combat Fed-fiat-money generated inflation, the creature from Jekyll Island succeeded in crushing the NASDAQ et al., and, in the process, generating a global economic downturn.

In 2002, now concerned about deflation, the Fed took rates to absurdly low levels, thereby generating the housing bubble. Worried about inflation in 2006, in which the housing bubble was the inevitable consequence of trying to maintain American asset prices and output valuation at nonequilibrium levels, Greenspan's fall guy Bernanke took rates up, killing the housing bubble, and then took rates down while revving up the printing presses to stave off a credit-market collapse. This leads us to the current juncture with Fannie, Freddie, and the FDIC, and what Mises would clearly identify as the "policy" trap.

Viewed in isolation, the Fed can take rates neither substantially up nor down. If it fights its own inflation by taking rates up, it sends the economy into a depression. If it fights a credit-contraction-generated recession with lower rates, it risks a hyperinflation and a run on the dollar. If the federal government were to try to use any more fiscal stimulus on the tax or spending side, the Ricardian equivalence theorem would apply to an entity with a present discounted budget deficit/solvency problem of $30 trillion dollars. That is, there will be minimal effect. A bump in second-quarter GDP changes nothing about the long-run picture, and in equilibrium actually means merely a shift of output from the future to the present; it is, however, popular with politicians under the electoral gun and Wall Street types looking for suckers.

In other words, Mises would point to the bailouts of Fannie, Freddie, and the FDIC as the hint that a general system event had arrived, in which we need a new policy mentality. Mises would clearly see the solution to the fiat-money-generated world disequilibrium as a global return to a commodity-money standard with 100% reserve banking as the only monetary policy rule and a banking order that avoids the disequilibria generated by the politically motivated manipulation of the money supply.

Although the author was trained in a very different mentality, he now sees an irreducible truth in the argument that, under the current discretionary monetary policy arrangements, we keep observing the same cycles in under and overextension of credit, because the political temptation to do so is overwhelming. In the long run, when monetary authorities around the globe play the same game — and especially when the use of that credit is so often indirectly used to finance war — the results of central-bank activities are likely to be so poor in terms of system risk that the seemingly radical step of a return to commodity-based money and a new reserve order for the banking system might well be the most responsible step to take, provided that the move is done in an orderly fashion.


Nation, State, and Economy:The original title was Imperialism, and one can only regret that the publisher didn't keep it, for that is its theme.
Given the need to avoid an implosion of the world political order, such a transition would probably have be created in conjunction with negotiations with our foreign creditors for a new gold-based monetary order to avoid a panicked run on the dollar, amid attempts to attack a grossly overextended American imperial position. In the regulatory field, what is needed at a minimum is the effective creation of an adults-only area where losses are credibly understood as not subject to a Greenspan-like put in order to permanently rid ourselves of the "heads I win tails you lose" financial-system externality that is getting increasingly expensive and disruptive.

Although this analysis of the meaning of the FDIC bailout in its broader consequences cannot be regarded as cheery — and, to some, may seem radical — human beings do poorly when imitating ostriches, and any of the alternatives available to policy makers are likely to be gratuitously destructive in character.

Ni yanquis ni chavistas, kirchneristas by Mariano Grondona

La palabra "neutral" proviene del latín neuter , que significa "ni uno ni otro". Pero rara vez en la historia un país neutral ha estado exactamente a igual distancia del "uno" y del "otro". Rara vez la neutralidad es simétrica. Casi siempre esconde un sesgo en favor del "uno" o del "otro".

Así fue como en la primera parte de la Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1941, cuando ésta era todavía un conflicto entre europeos, la neutralidad argentina era secretamente aplaudida por la Gran Bretaña de Churchill porque gracias a ella nuestros barcos podían venderle alimentos sin ser torpedeados por los submarinos alemanes que perforaban el Atlántico. Pero la situación cambió a fines de 1941, cuando Japón atacó a los Estados Unidos en Pearl Harbor, convirtiendo una guerra hasta ese momento europea en una guerra verdaderamente mundial.

Desde ese momento, la neutralidad argentina fue resistida por los Estados Unidos, que requirieron la solidaridad de todo el continente americano, y nada pudieron hacer ni siquiera los ingleses para impedir que los norteamericanos nos forzaran a romper con Alemania, pese a que ella contaba con la simpatía de una Argentina militar donde, desde 1943, ya dominaba el "germanófilo" coronel Perón.

De esta manera, la neutralidad argentina en la Segunda Guerra Mundial adquirió sucesivamente un sesgo pro británico y un sesgo pro germano hasta que fue anulada por la presión norteamericana. Pese a que nos declaramos neutrales desde el comienzo hasta casi el fin de la conflagración, nunca pudimos ubicarnos a una distancia simétricamente igual del "uno" y del "otro", debido al oleaje impiadoso de las circunstancias.

No bien estalló la Guerra Fría en 1945 entre los vencedores de la Segunda Guerra Mundial, los Estados Unidos y la Unión Soviética, Perón intentó por segunda vez la neutralidad detrás de su famoso lema "Ni yanquis ni marxistas, peronistas", pero tampoco dibujó una perfecta simetría entre el "uno" y el "otro". Es que Perón y el ejército argentino, como lo corroborarían los cruentos años setenta, eran profundamente anticomunistas. Y fue así cómo, mientras se mantenía a una considerable distancia de la Unión Soviética, su gobierno coqueteó con los Estados Unidos a un punto tal que, cuando fue derrocado en 1955, uno de los argumentos en su contra fue que le estaba entregando el petróleo de la Patagonia a una compañía nor- teamericana.

La tercera vez
La tercera ocasión para intentar la neutralidad se le presentó en 2003 al presidente Kirchner, cuando debió optar entre los Estados Unidos y Hugo Chávez. Otra vez, sin embargo, la perfecta neutralidad está probando ser elusiva. Quizás, en algún momento, los Kirchner soñaron restablecer el viejo eslogan de Perón bajo la nueva forma "Ni yanquis ni chavistas, kirchneristas", pero el fuerte oleaje de las circunstancias parece empujarlos cada vez más cerca de una orilla y más lejos de la otra.

En este tercer intento interviene, por lo pronto, una inclinación ideológica inversa a la que tenía Perón. Si éste era en el fondo más anticomunista que anticapitalista, con los Kirchner ocurre lo contrario con relación a Chávez. Ya desde el recordado encuentro de Mar del Plata, cuando el presidente Kirchner albergó a Chávez bajo las narices del presidente Bush, el kirchnerismo osciló en favor del chavismo. A la simpatía recíproca entre chavistas y kirchneristas, que se manifestaría una y otra vez en abundantes viajes presidenciales de y hacia Caracas, vino a sumarse casi de inmediato algo que Perón nunca había explorado con los soviéticos: la creciente dependencia financiera argentina de Venezuela, simultánea con el creciente aislamiento financiero argentino en los mercados occidentales.

Cuando asumió la presidencia la esposa de Kirchner, hubo algunos amagos de acercamiento con los Estados Unidos, pero ellos se frustraron rápidamente con el escándalo de la valija de Antonini Wilson, cuya sombría trayectoria se ventila ahora en los tribunales de la Florida. Después de haber declarado Cristina que el escándalo de la valija, que apunta cada día más al oscuro trámite de los apoyos financieros a su candidatura presidencial, era una "basura" cobijada por los servicios de inteligencia y el gobierno norteamericano, nuestro gobierno ya no sabe cómo contrarrestar las declaraciones de Antonini Wilson que, cuanto más se conocen, más lo comprometen.

Aleccionada por su propia manipulación del sistema judicial, lo que no parece admitir Cristina Kirchner es que el poder judicial en otros países puede ser efectivamente independiente, y por eso no puede ver en procesos judiciales como el de la Florida, que comprometen a su gestión, sino la acción política del Estado norteamericano. Por este camino, la presunta intención "neutral" del kirchnerismo entre Chávez y los Estados Unidos se vuelve cada día más improbable.

El chavismo
La preocupación de aquellos que querrían ver en gestos como la promesa de pago al Club de París indicios en sentido contrario, no deja de aumentar cuando advierten que Hugo Chávez no es simplemente otro antiimperialista más en la larga lista latinoamericana. Lo que hay en Chávez no es el simple rechazo del imperialismo norteamericano en América latina sino la negación de la identidad occidental de la región. Así se explica el acercamiento de Chávez a Irán, que es la verdadera usina del antioccidentalismo en el mundo. La tesis central de Chávez es, en tal sentido, que América latina no forma parte de Occidente.

Si bien la Rusia de Putin también desafía la influencia norteamericana, su hostilidad podría enmarcarse todavía en la lista de los conflictos "intraoccidentales" como el que mantuvieron y vienen de superar católicos, protestantes y judíos. La Rusia de Putin, que comulga con un capitalismo autoritario, aún está en el extremo de Occidente, pero podría instalarse en su centro no bien le devolvieran al menos en parte su pasado esplendor. Tal no es el caso de Irán y el fundamentalismo islámico, enemigo al mismo tiempo de Occidente y de la mayoría silenciosa y temerosa de los musulmanes moderados, cuya tímida convergencia con la tradición monoteísta judeocristiana ha comenzado.

A todo esto ha venido a sumarse el estallido interior de Bolivia. Después de viajar también a Irán y después de lanzar a Bolivia a una inminente guerra civil entre la cultura occidental y el indigenismo militante, Evo Morales encaja perfectamente en el esquema chavista. La exacerbación de las contradicciones en su atribulado país no podría hacer otra cosa que magnificar el poderoso oleaje que bloquea cada día más la posibilidad de una "tercera posición" kirchnerista entre Chávez y Occidente.

Como última resistencia contra la completa "chavización" del kirchnerismo cuenta, todavía, la postura antiiraní que sostiene la Argentina como consecuencia del trágico atentado contra la AMIA. Esta es la última defensa que le queda a nuestra política exterior contra su completa absorción dentro de las filas antioccidentales de una pequeña minoría de países latinoamericanos a cuya cabeza figura el chavismo, una minoría a la cual la Argentina, por sus profundas raíces europeas, judeocristianas y occidentales, nunca podría sumarse.

Novas vertentes do ''nunca antes'' by Pedro S. Malan

Um amigo bem-humorado comentou de passagem que o presidente Lula havia criticado fortemente todos os responsáveis pela política econômica "deste país" nos 20 anos que se lhe antecederam. No exterior, ocupado com outras coisas, considerei o fato apenas mais uma das incontáveis manifestações do "nunca antes jamais na história", hoje definitivamente incorporado ao anedotário político do País. Nonada.

Mas, aparentemente, o que era uma pessoal marca registrada, patenteada pelo presidente Lula, está assumindo - e não apenas nos palanques - foros de um discurso oficial de uso mais amplamente disseminado. E assumindo novas vertentes. Por exemplo, a ministra-chefe da Casa Civil, a nova "capitã do time", em discurso proferido na bela cerimônia comemorativa dos 40 anos da revista Veja, dez dias atrás, insistiu no fato de que o futuro do Brasil já chegou - e que este futuro começou com o governo Lula. As expressões "só agora", "estamos começando" e "vamos começar" foram recorrentes - num discurso de dez minutos de duração.

É extremamente desejável que discursos políticos estejam voltados para o futuro. Mas o fato é que a capacidade de avaliar - e de responder a - riscos, desafios, incertezas e oportunidades (que o futuro sempre encerra) depende, em boa medida, da qualidade de nosso entendimento sobre os processos pelos quais chegamos ao sempre fugidio momento presente. É nesse sentido que a história é, e sempre será, um infindável diálogo entre passado e futuro. Algo que a litania do "nunca antes" procura, consciente ou inconscientemente, considerar irrelevante ou relegar ao mais simples de seus significados.

A propósito, cabe mencionar a meritória iniciativa do governo de comemorar, nesta última semana, os 200 anos de existência do Ministério da Fazenda (1808-2008) com a realização de um evento em Brasília para o qual foram convidados todos os ex-ministros da pasta ainda vivos. Não para um simples encontro social, mas para que cada um desse um depoimento franco sobre os principais desafios que teve de enfrentar em sua gestão. Algo civilizado. Um reconhecimento de que houve um "antes": épocas em que o passado, hoje conhecido, ainda era um incerto futuro. Uma homenagem aos que aceitaram as responsabilidades do cargo, no qual procuraram servir ao País.

Pois bem, de volta do exterior, apenas no meio da semana tive oportunidade de ver matéria intitulada Lula chama antecessores na economia de criminosos, que reproduz trechos do "discurso" presidencial proferido em Ipojuca (PE) para um público de metalúrgicos. Bem sei que em palanques, com audiências cativas, políticos tendem a se deixar levar por emoções, por arroubos retóricos e pelo calor da hora. Mas o presidente disse, textualmente, que um indivíduo preso porque cometeu um delito "é menos criminoso do que aqueles que foram responsáveis pela política econômica e pela política de desenvolvimento deste país nos últimos 20 anos" (Folha de S.Paulo, 6/9).

Esta é uma nova vertente do "nunca antes". Agora não é apenas o passado em geral que se procura acusar. Agora são pessoas que têm nome e biografia conhecidos que são tachadas de criminosas com insensata ligeireza. Como dizem os cariocas, "menos presidente, menos". Afinal, os "últimos 20 anos" incluem os governos de cinco ex-presidentes e daqueles que lhes serviram - e ao País - como "responsáveis pela execução da política econômica e da política de desenvolvimento". Se considerarmos todos os ex-ministros da Fazenda e do Planejamento (e presidentes do Banco Central), estamos falando de várias dezenas de pessoas. Todos "criminosos", presidente?

Tenho certeza que nosso presidente, no fundo, não acha realmente isso e reconhece que a metáfora talvez tenha sido particularmente infeliz. Afinal, foi o mesmo presidente, em discurso feito em Massaranduba (BA), em março de 2006, que afirmou: "É possível fazer política de forma civilizada." E eu realmente prefiro acreditar no Lula de Massaranduba do que no Lula de Ipojuca. Dúvidas excessivas sobre qual é o verdadeiro Lula, ou percepções de que a resposta é "ambos", poderiam levar alguns a endossar a observação de Ferreira Gullar: "Ele diz qualquer coisa a qualquer hora, depende do público que o assiste e da conveniência do momento."

E chego aqui ao que efetivamente importa, no momento e nos próximos anos. Fica e ficará cada vez mais claro que o contexto internacional mudou desde fins de 2007 e que a economia mundial será menos favorável, mais turbulenta, mais volátil e, certamente, crescerá menos nos próximos dois anos em razão da grave crise de confiança que ora assola o sistema financeiro e os mercados de crédito do mundo desenvolvido.

Não tenhamos dúvidas de que seremos afetados enquanto esta crise estiver seguindo seu curso, que não será de curta duração. Mas, como toda crise, será resolvida um dia - ainda que a um custo não trivial. E também, como toda crise, oferece oportunidades não só a empresas, como a países que não se deixam levar por excessos de complacência e auto-indulgência derivados de vários anos de desempenho favorável.

Mais uma razão para um sereno olhar à frente. Se os ventos que sopram do exterior se tornam menos favoráveis, há que avançar mais - e não menos - na consolidação e ampliação de mudanças estruturais e avanços institucionais e no compromisso firme com políticas macro e microeconômicas consistentes. O Brasil está excepcionalmente bem posicionado para aproveitar as oportunidades que crises como esta, e sua superação, sempre encerram.

Um país que, exatamente porque está com os olhos firmemente postos no futuro, não perde tempo com discussões estéreis, falsos dilemas e insensatas condenações a esforços passados. Sem ajuda dos quais seu sucesso atual e suas promissoras possibilidades futuras simplesmente não existiriam na configuração de hoje.

Saturday, September 13, 2008

Brothers in Arms



Thursday, September 11, 2008

Sunday, September 07, 2008

Abraham Lincoln Pro-Capitalism Quote of the Day!


One of the most annoying falsehoods that anti-capitalist liberals like to lob out there is the view that the economic situation of a given American is a sort of static condition that determines the person's life from cradle to grave. This dumb outlook misses the whole point of America itself! It was certainly largely true in most of the world for century upon century, but not in America.

Here's what Lincoln said in an 1859 speaking tour, laying out the Republicans' vision:

"The prudent, penniless beginner in the world labors for wages a while, saves a surplus with which to buy tools or land, for himself, then labors on his own account another while, and at length hires another new beginner to help him. . . . Many independent men, in this assembly, doubtless a few years ago were hired laborers. . . ."

A lei do bom senso by Maílson da Nobrega

Maílson da Nobrega

A lei do bom senso

"O bom senso é a coisa mais bem distribuída
do mundo. Cada um imagina estar tão bem provido
dele que até mesmo os mais difíceis de contentar
em todas as outras coisas não costumam desejar
mais do que o têm."
(René Descartes, em Discurso do Método)
O que o leitor pensaria de uma Lei do Bom Senso? Pois ela existiu em Portugal (1769). Seu objetivo era lidar com as complicações posteriores à devastação da peste negra (1348). Para reorganizar o país, passou-se a legislar sobre quase tudo.

As leis foram codificadas em quatro ordenações. As primeiras, as Afonsinas, surgiram em 1446. As últimas, as Filipinas (1603), transpiravam o estado "por todos os poros", segundo Raymundo Faoro.

Pela Lei do Bom Senso, os juízes interpretavam as ordenações conforme o senso comum. Se não eram claras, eles podiam guiar-se pelo "espírito" da lei, e não por sua "letra".

Em outras épocas, esse poder de arbítrio e a decorrente imprevisibilidade seriam péssimos para os negócios. O formalismo excessivo produzia custos e ineficiências. Nada disso era importante em Portugal daquele período, aonde não chegara o capitalismo contemporâneo. A economia girava em torno de monopólios do estado.

A Lei do Bom Senso pode ter feito andar os processos, mas não eliminou a valorização do formalismo, que se transmitiu aos herdeiros das tradições portuguesas. Hoje, é substituída pelo jeitinho e pela propina.

A devoção à forma apareceu nas 6 000 páginas de um inquérito recente da Polícia Federal. Como em outros documentos públicos, a forma venceu o conteúdo; a quantidade derrotou a precisão.

A falta de bom senso não é privilégio desses documentos. É visível nas propostas para mudar a lei do petróleo e criar uma empresa 100% estatal para o pré-sal, que seria explorado sob comando direto do estado. O debate é povoado por visões estatistas, ignorância econômica e anticapitalismo. Saltou do sarcófago a tola tese das "veias abertas da América Latina".

Essa tese sugere que os países ricos progrediram à custa de nossas riquezas. Na verdade, seu êxito veio da associação de economia de mercado, boas instituições e educação, que promovem o investimento, a inovação e os ganhos de produtividade. A América Latina ficou para trás por suas próprias deficiências, e não por causa da "exploração imperialista".

A cobiça pela receita do pré-sal nos remete aos desastres fiscais do passado recente. Antes de saber se extrairemos o petróleo, Lula promete gastar o dinheiro em educação e combate à pobreza. Muitos são os que querem um pedaço do esperado bolo.

O petróleo é do povo, mas proporciona bem-estar se for extraído de forma eficiente. No pré-sal, isso vai requerer investimentos de centenas de bilhões de dólares, que nem o governo nem a Petrobras possuem. Será preciso atrair investidores privados, o que dificilmente acontecerá se o governo se influenciar por impulsos ideológicos e mudar as regras.

O Brasil pode extrair o máximo de receitas do pré-sal com as regras atuais. Não é preciso criar uma Petrosal nem se inspirar no modelo da Noruega. Os próprios noruegueses dizem que nosso modelo é o melhor.

A construção de regras críveis e estáveis leva tempo. Sua consolidação requer longa continuidade. A desmoralização pode ser fácil, rápida e desastrosa. A mudança pode espantar os investidores.

Na Noruega, os recursos são investidos em ativos no exterior, em favor das próximas gerações. Os dólares ficam fora, o que evita a valorização cambial excessiva. Gastam-se apenas 4% dos respectivos rendimentos. Aqui, os recursos seriam gastos imediatamente e se exigiria o uso de navios e equipamentos nacionais no pré-sal. Haveria expansão de dispêndios em reais e valorização cambial. Poderíamos colher inflação e desindustrialização de outros setores, em vez de desenvolvimento e menos pobreza.

Por tudo isso, é preciso cautela. O pessoal do governo que estuda as propostas de mudança poderia desejar mais bom senso do que julga possuir.

Lula desprezou equivocadas idéias e manteve a política econômica. O Brasil ganhou com sua corajosa decisão. Se errar agora, poderá rasgar um bilhete de loteria premiado. A história não o perdoaria.

Friday, September 05, 2008

Como chegar aos cem by JOÃO PEREIRA COUTINHO


Como chegar aos cem


Sim, sou um nostálgico da simplicidade. Tenho 5.000, 6.000 livros. Mas o meu sonho supremo era ter apenas dez ou vinte e fechar a contagem. Ah, como seria bom reunir "os livros da minha vida" numa única estante e deixar que o ruído do mundo, e das letras, passasse lá por fora. A biblioteca perfeita não se faz por adição; faz-se por subtração. Não me canso de o repetir.

Como tudo o resto, aliás: acumulamos centenas, milhares de objetos sem desígnio ou sentido. Quando seria possível viver com metade, ou metade da metade, ou metade da metade da metade. Só nos Estados Unidos, leio agora, existem milhares de "centenários": indivíduos que, cansados do excesso consumista, reduziram as suas vidas a cem objetos fundamentais. A moda espalhou-se por jornalistas do Reino Unido. Da Europa. De Portugal. Que fizeram a experiência e sobreviveram a ela.

E por que não? Sentado no sofá da sala, olho em volta e, saturado pela paisagem, começo a subtrair mentalmente. Ao fim de algumas horas, há mais espaço: físico, mental e até existencial. Não acreditam? Acreditem, leitores. E sigam-me, por favor.

Começo pelo quarto. Deixo ficar a cama (1); o jogo de lençóis (2); o cobertor para as noites geladas de Portugal (3); um candeeiro de leitura (4); os três volumes das cartas de Séneca a Lucílio, editados em inglês pela Loeb (7); uma chávena para o chá (8); um lápis para sublinhar ou comentar (9); caneta (10); bloco de notas (11); a fotografia que me acompanha quando desperto ou adormeço (12).

E roupa? Pouca, pouca. Três calças para o verão (15); três para o inverno (18); outro tanto de camisas (24); e de cuecas (30); e de meias (36); um "tweed" invernal (37), um casaco de linho para os dias mais quentes (38); gabardine para a chuva (39); sapatos (dois pares, 43); calções para nadar (44); uma gravata preta para funerais (45).

Na biblioteca, o despojamento é total. Fica a mesa, sim (46); a cadeira que foi do meu pai, e do pai do meu pai (47); o piano (48); o sofá das sestas e das festas (49); a estante (50); e, dentro da estante, por ordem cronológica, a Bíblia (51); a ética e a poética de Aristóteles (53); os Pensamentos de Marco Aurélio (54); as Confissões de Agostinho (55); Dante e a sua Comédia (56); os ensaios de Montaigne (57); a lírica, e só a lírica, de Camões (58); as obras de Shakespeare na edição recente, e excelente, da Royal Shakespeare Company (59); o Orgulho e Preconceito de Jane Austen (60); o Brás Cubas de Machado (61); os Maias de Eça (62); as quatro primeiras novelas satíricas de Evelyn Waugh (66); um volume de crônicas de Nelson Rodrigues (67); óculos para ler (68); o candeeiro para ler com óculos (69); e o laptop, para comentar tanta leitura e responder aos excelentíssimos leitores (70).

A música seria a grande sacrificada. Mas não abriria mão de Noël Coward a cantar velhos temas (71); e de Gershwin ao piano (72); e de Harry James ao trompete (73); e do My Fair Lady, na versão original (74). Ficaria também com uma ópera popular de Mozart, talvez Così Fan Tutte para os dias solares (75); e Bach para os dias chuvosos (76); e guardaria ainda um CD antigo e pirateado com um tema de Ennio Morricone que me enche sempre de felicidade e nostalgia (77). E, antes que seja tarde, o aparelho de som para que a casa não ficasse muda (78).

E antes que me acusem de higiene primitiva, haveria papel higiénico no banheiro (79), uma escova de dentes (80) com pasta a condizer (81); um pente (82); e sabão natural, melhor que todos os cremes (83). Ah, já esquecia: e uma toalha para me limpar (84)!

O que sobra? A cozinha, sim. Mas, não sendo eu homem moderno com talento para os tachos, dispensaria os ditos cujos. Ficaria o telefone para encomendar jantares (85) e a máquina do café para os terminar (86). E dois copos (88), e dois pratos (90), e duas facas (92), e dois garfos (94), e duas chávenas (96), e dois guardanapos de pano (98) - tudo isso para quando você, doce leitora, aqui viesse para jantar. E se pensam que faltam ainda dois objetos para chegar aos prometidos cem, pensem novamente: o jantar seria íntimo e à luz das velas. Duas, para ser mais claro (100).

Em defesa do relativismo suave by JOÃO PEREIRA COUTINHO

O problema do mundo é não ser um pouco mais relativista. Eu sei, eu sei: o relativismo é mau, dizem, porque a idéia de que os valores dependem de meras escolhas individuais, sem nenhuma justificação externa ou racional, é uma fraqueza epistemológica e ética da maior gravidade. Fato. Mas eu falo de um relativismo ligeiro, um relativismo banal, o relativismo das coisas menores. Como um tempero que se coloca sobre o prato da vida, só para dar algum sabor mortal a tudo o que fazemos e sentimos. É o relativismo suave que ensina que nada tem uma imporância tão absolutamente esmagadora quando o fim é certo e o esquecimento também.

Lembro tudo isso com notícias que leio na imprensa portuguesa. Nos últimos dias, soube que 32 mulheres foram assassinadas em 2008 por seus namorados ou maridos. Existem cenários macabros de homens que apontam uma arma e disparam sem pestanejar em plena via pública. O resto é igualmente macabro: estrangulamentos, espancamentos, envenenamentos. O diabo a quatro. Motivos? Passionais, sempre passionais: o homem descobre, ou suspeita, que a mulher não é casta. E num gesto de loucura, comete a loucura.

E então recordo uma conversa que tive uns anos atrás com um amigo, em São Paulo, e o relato que ele me fazia de um conhecido jornalista que entrara em cenário idêntico: descobrira que a namorada, mais jovem, se afastara dele para procurar uma "nova vida", como se diz nas telenovelas; e ele, de cabeça perdida, incapaz de aceitar a rejeição, pegou na arma e fez o que fez. Arruinou a vida, a carreira, os amigos, a família, e etc. etc. etc.

Ouvi a história e perguntei aos meus pobres neurónios se eu seria capaz disso: amar uma mulher ao ponto de a matar por despeito. E a resposta, toc toc toc, é negativa. Tudo por causa de meu relativismo suave, que me acompanha dia após dia como um animal de estimação. Sim, tenho minhas fúrias, como qualquer pessoa racional. E existem momentos de um desespero tão profundo, e tão medonho, que chorar é um luxo. Mas mesmo quando o demónio se intromete na pacatez dos meus dias, existe um lado de mim que ri dele. Como se o espírito deixasse o corpo e, planando sobre a carcaça, contemplasse o absurdo da minha condição. O absurdo da condição humana. E uma voz invisível segreda-me ao ouvido: será que vale a pena, companheiro? Será que vale a pena tudo isso quando tu estarás morto no futuro médio? E, depois da voz, vem a imagem: como num filme de Bergman, eu, velho e morto, em caixão aberto.

O relativismo liberta-nos para fazer o mal, como acreditava Dostoiévski? Não creio. Em doses temperadas, o relativismo é um convite para não fazermos o mal. Ele esvazia o nosso patético ego como uma agulha que fura o balão de uma criança. E ele é sobretudo útil em matéria de amor: somos amados, magoados, atraiçoados. Acreditamos que, depois do abandono, teremos uma dor inultrapassável, que se vai prolongar pelos séculos seguintes.

Mas a verdade é bem mais triste e, paradoxalmente, bem mais feliz. Tudo passa. A dor vai diluindo-se em tristezas menores, que ficam como o pó esquecido nos cantos da casa. E certo dia descobrimos que o tempo cobriu tudo com invisíveis mortalhas; e o passado é o porto de onde a nossa embarcação já se afastou há muito. Vemo-lo ao longe, por entre a neblina. Mas não há regresso.

Desesperado leitor: se achas que a dor de hoje te autoriza a tudo, lembra-te que és nada e que a tua vida será nada. E festeja essa certeza com a alegria sincera dos náufragos resgatados.

Wednesday, September 03, 2008

CÂMARA DOS DEPUTADOS TENTA MOLESTAR CRIANÇAS by Reinaldo Azevedo



A Câmara dos Deputados tem um site. Dentro dele, há uma área destinada a crianças. Espero que vocês sejam pais, mães, irmãos mais velhos e avós responsáveis e mantenham os infantes longe dos molestadores de crianças.

Muito bem. Se você clicar aqui, terá acesso á homepage do que candidamente eles chamam de “plenarinho” — a falta de imaginação dos adultos faz com que tudo o que diga respeito a crianças esteja sempre no diminutivo. Sigamos. Logo de cara, temos acesso a um link com o sugestivo nome de “Capitalismo, um sistema racional”. A imagem sobre a qual há tal inscrição não anima muito: maços de dinheiro. Se você clicar aqui, chegará lá .

E damos de cara, então, com essa pérola, redigida, segundo eles, com informações do Portal Terra e da USP — que USP? De todo modo, combina... Mas vamos lá: “Você já teve aquela figurinha mais difícil de conseguir e trocou por várias? Se já fez isso alguma vez, então você é um capitalista nato! Você foi atrás de um lucro. A essência do Capitalismo é conseguir o máximo com o mínimo, explica o historiador Erivan Raposo".

Erivan Raposo? Quem é esse? Nunca ouvi falar. Depois de uma apanhado monumental de bobagens sobre o capitalismo, lemos então: “O filósofo Karl Marx, o criador do comunismo, foi o mais duro crítico do capitalismo. Ele defendia que toda a produção deveria ser feita por e para todos. Ele não gostava nada da idéia de a classe burguesa, por ser dona das fábricas e equipamentos, ter o direito de explorar os trabalhadores, pagando pouco dinheiro a eles.”

Mas ainda é pouco, leitor. Exagerou ontem no Blue Label, no Romanée-Conti, mesmo não sendo um petista? Se o fez, cuidado com o que vem agora. O “Plenarinho” resolveu explicar para as crianças o que é o Comunismo (aqui). A imagem acima, da feliz família comunista, está no site. Destaco os trechos mais relevantes, que o site diz terem sido redigidos com informações do comunismo.br, do UOL e do Terra. Atenção:

- Já pensou em viver num país onde todos tenham tudo de forma igual? Esse é o objetivo do comunismo, um sistema de organização política e econômica que surgiu como oposição ao capitalismo.
- No comunismo, o objetivo não é o lucro, e sim o bem-estar geral. Cada pessoa só vai possuir o necessário para viver bem. E se, por acaso, uma fábrica produzir muito e gerar lucro, o dinheiro deve ser dividido para a população de acordo com a necessidade de cada um.
- O comunismo acredita que nenhum homem deve servir a outro homem. Por isso, eles pregam o fim do estado. A sociedade funcionaria baseada na solidariedade e na igualdade, sem divisão entre ricos ou pobres. As pessoas seriam mais conscientes e não precisariam de alguém para dizer o que fazer.
- De acordo com o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília (UnB), atualmente, existem no mundo quatro países comunistas: Coréia do Norte, Vietnã, China e Cuba. Esse último é o único país fora da Ásia que mantém um regime comunista.

Volto
Logo, seguindo a lógica no texto, Coréia do Norte, Vietnã, Cuba e China atingiram o estado nirvânico do bem-estar geral, onde nenhum homem é servil a outro homem (na verdade, no comunismo, o homem não explora o homem: acontece o contrário...). A Coréia comunista já praticou canibalismo por causa da fome. Canibalismo comunitário, é claro.

Não, nem vou aqui comentar o que foi o comunismo real ao longo da história. Ninguém visita essa porcaria, é claro. Imaginem se as crianças vão utilizar este site como fonte de pesquisa. O que me causa uma espécie de ácida melancolia é ver como as esquerdas aparelham tudo: até site infantil da Câmara dos Deputados. Fosse só isso... Já chegou em casa meio de porre, leitor, e, indeciso entre a cama e a humilhação diante do vaso, ficou vendo Telecurso 2º Grau ou Tecendo o Saber, programas financiados por empresas privadas? Sim, os comunas estão sempre presentes, com suas sugestões oblíquas anticapitalistas...

Pra quê? Pra nada! Acontece que a contaminação esquerdopata até dessas áreas que pouca influência têm na formação das pessoas revela, aí, sim, um grave problema: a doutrinação vigente nas escolas, sejam as públicas, sejam as particulares. VEJA já fez reportagem a respeito. Os pais pouco podem fazer porque o "mestre" esquerdofrênico logo diria que está tendo tolhida a sua “liberdade”. Ele exige a liberdade de mentir, de distorcer, de molestar intelectualmente as crianças. Alguns pais e professores corajosos resolveram se organizar numa entidade chamada Escola Sem Partido.

Alguns indagarão: “Reinaldo, que importância tem isso?” Em si, bem pouca. Ocorre que, reitero, é só a evidência da doença chegando mesmo aos arrabaldes da informação. O centro, que é a escola, já foi tomado.

Em nome das 70 milhões de pessoas assassinadas por Mao Tse-Tung, das 35 milhões de vítimas de Stálin e dos 3 milhões de massacrados por Pol Pot, entre milhões de outros, a direção da Câmara deveria ter vergonha na cara e tirar essa infâmia do ar. O site não precisa nem mesmo defender a democracia, que é o regime que garante a sua existência. Basta não mentir.

>
"Take your life in your own hands and what happens? A terrible thing: No one to blame."
Erica Jong

Economic Facts: U.S. Economy Doing Quite Well



Successive speakers at the Democratic National Convention poured scorn on President Bush's economic record. Yet Democrats cited no good evidence for their claims that the administration has produced a stagnant economy, widening disparities of income and wealth, high unemployment, and a heavy burden of government debt.

How does the performance of the U.S. economy really compare with other advanced economies over the eight years of George Bush's presidency? Data published by the International Monetary Fund, the Organization for Economic Cooperation and Development, the World Bank, the International Comparison Program (a cooperative venture coordinated by the World Bank) and the U.S. Census Bureau allow a nonpartisan, factual assessment.

Economic Fact #1: The latest World Bank findings show that GDP per capita in the U.S. reached $41,813 (in purchasing power parity dollars) in 2005. This was a third higher than the United Kingdom's, 37% above Germany's and 38% more than Japan's (see chart above).

Economic Fact #2: U.S. output has expanded faster than in most advanced economies since 2000. The IMF reports that real U.S. GDP grew at an average annual rate of 2.2% over the period 2001-2008 (including its forecast for the current year). The U.S. economy is 19% larger than in 2008, and this U.S. expansion compares with 14% by France, 13% by Japan and just 8% by Italy and Germany over the same period.

Economic Fact #3: Average per-capita consumption of the U.S. population was second only to Luxembourg's, out of 146 countries covered in 2005. The U.S. average was $32,045. This was 27% above the levels in the UK ($25,155), 38% higher than Canada ($23,526), 30% above France ($23,027) and 47% above Germany ($21,742). China stood at $1,751.

Economic Fact #4: The U.S. unemployment rate averaged 4.7% from 2001-2007. This compares with a 5.2% average rate during President Clinton's term of office, and is well below the euro zone average of 8.3% since 2000.

Read more here of Keith Marsden's article in today's WSJ.

MP: The way the media reports it, the U.S. is a basket-case economy on the verge of plunging into another Great Depression. The factual evidence suggests otherwise.

Counting Fringe Benefits, Average Hourly Worker Compensation Is 9% Higher Today Than In 2000 by Mark J. Perry




Just last week, the Census Bureau released its annual study of household incomes, poverty and health insurance -- often called the nation's "economic report card." Its hard numbers seemed to confirm how many Americans feel. Sure, we're prosperous, but prosperity is fraying. Except for the rich, living standards are stagnant. Poverty is up; health insurance coverage is down. Naturally, both Barack Obama and John McCain seized upon the report to claim that their policies would restore progress.

Hold it.

Superficially, the conventional wisdom seems convincing. The Census Bureau found that median household income in 2007 was $50,233. Though up 1.3% from 2006, that was still less than the peak of $50,641 in 1999. But Census counts only money income -- wages, salaries, dividends, interest payments - and compensation growth is increasingly channeled into fringes.

~Robert Samuelson's article "The Real Economic Scorecard"

MP: As the chart above shows, real compensation per hour (BLS data here) for the business sector, although flat recently, has increased by almost 9% since 2000. In other words, after taking into account fringe benefits, the average worker is 9% better off today in real terms than in 2000, even though the Census data shows a slight decline in real median household income since 2000.

10 Skills You Must Develop To Succeed In Any Business by Abhijeet Mukherjee




It is said that every year only three to four percent of the total population on earth are courageous enough to start on their own. Out of that, I think only one percent successfully establish their business while the rest join the ever growing list of failed entrepreneurs.

Although every business requires a specific skill set and related domain knowledge, there are some general qualities which you must develop if you want to get going in any business. I say 'develop' and not 'have' because I don't think these skills are rocket science and if you've got the willingness, you can easily develop them and carry on your business in a better manner.

Be A Visionary
Yeah, I know what you are thinking. Here comes the first cliche; I'll agree. But when I say be a visionary, I don't mean you should have grand visions right from the start. There should be a definite goal in your mind and you should work towards achieving that goal. You could always start with small goals initially and every time you achieve them, set yourself new challenges. And soon you'll find that you've got a vision, a vision which you never thought you could achieve and now, it suddenly seems possible.

Be Adaptable
Now here's the thing - you develop a strategy and start working towards your goal. But the world's changing everyday and soon you realize that the strategy isn't working. In this case, you should immediately adapt to the changes and adopt new methods of working while keeping your vision intact.

Mix Passion With Planning
If you aren't passionate enough, chances of your succeeding in your business are slim. But if you get carried away by passion, that's equally harmful for your work. Hence the idea is to mix passion and enthusiasm with planning and execution.

Communicate Like A Pro
It's not only about talking to the other person or to your client. It's about every form of communication, be it on phone, through email, through a letter or any other way of sending your thoughts across. Effective communication is one of the must have leadership skills and if you think you aren't very good at this, prepare to learn how to communicate in the most effective manner, convince others and get more business.

Network Like A Pro
Another essential ingredient for success in business. Identify the right people and establish relationships which are long lasting. Apart from helping you in your business, these relationships can also help in your personal life.

Be Aggressive
Being aggressive doesn't mean you are always pumped up and blindly grab every opportunity that comes in your way. It means you are ready to take risks, sometimes calculated and sometimes out of your gut-feeling. It means you aren't satisfied with an achievement and are hungry for more. It means you are available 24X7 for your work. And yes, it also means you are ready to make sacrifices when required.

Be Persistent
Without a doubt, persistence is a must-have trait for anyone who hopes to make it big in his business. So what exactly is persistence? Here's how Seth Godin defines it:
"Persistence isn't using the same tactics over and over. That's just annoying. Persistence is having the same goal over and over."

Do Things Differently
That's what winners do, isn't it ? Apply new techniques and tricks to an already existing business model instead of trying to search for that new idea. You'll save time. ( And this is what I've been trying to do with this article too I guess :)

Learn Everyday
Really, the learning never stops when you are self employed. And you should never let it stop either. No matter how big your business grows, you should keep learning everyday and apply new techniques to make your business better.

Never Be Complacent
If organizations like Enron and WorldCom can bite the dust then anything can happen. No business, absolutely no business can be considered fool-proof. One mistake and the empire could crumble. Complacency is usually the first step towards this destruction. So better not be complacent.

Generosidade sem limites- Estadao



Há limite para o aumento das despesas com o funcionalismo, reconhece o ministro da Fazenda, Guido Mantega, "e nós temos que estabelecer esse limite". Ele está corretíssimo. Difícil, porém, é acreditar que o governo do PT passe a agir de acordo com o que diz o ministro. Na verdade, age em sentido contrário. Tivesse um pouco mais de pudor, o governo já teria retirado, com a discrição possível, o projeto de lei complementar que enviou com grande alarde ao Congresso em janeiro do ano passado e que limita em 1,5% ao ano o aumento das despesas com pessoal em valores reais (isto é, descontada a inflação), pois tudo o que tem feito é aumentar esses gastos, muito acima do limite que sugerira.

Só neste ano, são várias medidas provisórias e projetos de lei de iniciativa do Executivo que aumentam velozmente as despesas com pessoal. Incansável nesse campo, o presidente Lula assinou, na sexta-feira passada, mais duas medidas provisórias, que aumentam os vencimentos de 350 mil servidores de 54 carreiras, e um superpacote com 21 projetos de lei que criam 13 mil cargos a serem preenchidos por concurso e outros 1.400 cargos de confiança, a serem ocupados de acordo com critérios políticos ou pessoais.

As medidas provisórias asseguram aumentos escalonados que serão pagos de 2008 a 2011, isto é, na gestão do próximo presidente da República - este é apenas um dos ônus na área de pessoal que Lula deixará para o sucessor. Os aumentos variam de 7% a 190%. Entre as categorias beneficiadas estão as de auditor fiscal da Receita Federal e do Trabalho, procurador da Fazenda Nacional, advogado da União, técnico de Planejamento, técnico do Tesouro Nacional e do Ipea. Com esses aumentos, em 2008 os gastos do governo aumentarão R$ 2 bilhões. Até 2011, o impacto chegará a R$ 8 bilhões.

Principal base política do sindicalismo vinculado ao PT, o funcionalismo federal está recebendo tratamento especial do governo Lula. Nos cinco primeiros anos do governo do PT, as despesas com pessoal cresceram a uma velocidade duas vezes maior do que nos oito anos do governo FHC. O ano de 2008 está sendo particularmente bom para os funcionários - e ruim para os contribuintes, que sustentam a gastança com o funcionalismo.

O Orçamento de 2008 previa o aumento de R$ 3,5 bilhões nos gastos com pessoal. Esse dinheiro seria empregado na reestruturação de cargos e carreiras e na revisão da remuneração de algumas categorias do funcionalismo. Em maio, o presidente Lula baixou medida provisória autorizando o Ministério do Planejamento a gastar, adicionalmente, R$ 7,5 bilhões com o reajuste para o funcionalismo civil e militar. Foram reajustados, naquela época, os vencimentos de 800 mil servidores civis e 600 mil militares. Também para estes os reajustes serão escalonados até 2011, quando o impacto total alcançará R$ 31 bilhões.

Antes do novo conjunto de projetos abrindo mais de 14 mil vagas, o governo já havia proposto, em 2008, a criação de quase 60 mil cargos. A abertura de 56 mil vagas já foi aprovada pelo Congresso; as propostas que abrem outros 3.090 cargos já passaram pela Câmara e estão no Senado. Se aprovados os novos projetos, o total de novos cargos chegará perto de 75 mil, a serem preenchidos até 2011.

Pela proposta de Orçamento enviada na semana passada ao Congresso, em 2009 serão contratados 64.540 funcionários, sendo 50.302 pelo Executivo (dos quais 19.423 para substituir pessoal terceirizado), 11.479 pelo Judiciário, 1.287 pelo Legislativo e 1.472 pelo Ministério Público.

Admitindo-se a remota possibilidade de que não haverá novos aumentos no próximo ano, a folha de pessoal totalizará R$ 155,3 bilhões em 2009. Em 2006, o total de gastos com o funcionalismo foi de R$ 105,5 bilhões. Em valores reais, isso representa aumento de 23,1%. Se a regra sugerida pelo governo, de aumento real máximo de 1,5% ao ano, tivesse sido seguida, a variação não poderia superar 4,5%. Ou seja, o aumento é cinco vezes maior do que aquele que o governo considerava razoável. Quem paga pela generosidade do PT com sua principal base sindical é o contribuinte.